domingo, 6 de dezembro de 2009

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURDO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA ENSINO
FUNDAMENTAL/SÉRIES INICIAIS
DOCENTE: ROSANE VIEIRA
DISCENTE: DERISVAL SANTOS SOUZA ROCHA.

Cinema, Aspirinas e Urubus

CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS. Direção: Marcelo Gomes. Roteiro: Marcelo Gomes, Paulo Caldas e Karim Ainouz. Barasil: Inovasion, 2005, 90 min.

Cinema, aspirinas e urubus, é um filme de Marcelo Gomes baseado em relatos da vida do seu tio, ele escreveu o roteiro de um belo road movie, ambientado no sertão brasileiro dos anos 40. A mídia é um dos focos mais nítidos apresentados no filme, pois trazendo para a atualidade ela exerce uma brutal ditadura midiática, manipulando informações e deturpando comportamentos.
A partir dessa ordem de coisas, este trabalho toma como objeto de estudo – o filme, Cinema, Aspirinas e Urubus, que conta a historia de Johann (Peter Ketnath), alemão que fugiu do pais de origem no auges da 2ª Guerra mundial e chega ao Brasil, onde percorre regiões do nordeste vendendo aspirinas.
Durante a viagem, Johann encontra Ranulpho (João Miguel) representante dos insatisfeitos com a vida; o brasileiro se junta ao alemão, na esperança de esbarrar em uma vida melhor, e os dois dividem projeções, fecham acordos com desconhecidos para a venda de mais aspirinas e reclamam da vida que levam: para Johann, nada é pior que a guerra; para Ranulpho, nada é pior que o sertão.
O sucesso da empreitada do alemão esta no modo como ele fez a publicidade do produto: projetando propagandas no meio de vilarejos, ao ar livre, e encantando os moradores, que, nunca antes tendo visto imagens em movimento, acreditam se tratar de um medicamento de outro mundo.
O filme inicia a narrativa em diálogo com a tradicional representação sertaneja na literatura brasileira, observando as recentes produções cinematográficas nacionais que recorrem ao nordeste como tema, podendo identificar uma série de repetições de preconceitos, de imagens que repousam numa imanência peculiar: o Nordeste é comumente tomado como um lugar único, de uma identidade homogenia, ignorando assim, as particularidades culturais existentes entre os nove estados que compõem a região.
Resta pouco espaço para outra visão que não seja por meio da miséria de pessoas de rostos e corpos franzinos com pele mais rachada do que a terra pelo sol. A propaganda vai além do universo conceitual dos signos, isto é, a linguagem da publicidade que passa a ser um espaço de construção de ideologias.
Apresentando a influência que a mídia exerce, mostrando a aspirina naquele lugarejo nordestino, onde quase não se tinham meios para adquirir informação, seduzindo assim, através desse poder de imagens e tradução. Convence a população daquele lugar a partir dos recursos mais avançados da época no caso o cinema, atraindo o público a realizar compras sem nenhuma necessidade antes demonstrada.
A propaganda que aparece através do cinema no filme tem como objetivo atrair o povo a comprar as tais famosas aspirinas qual é apresentada de formas milagrosa a curar os males de um povo tão sofrido, que vivem alem da linha da dor ou do prazer.
Muitos, depois de assistir as seções de cinema do alemão, compram apenas por manutenção daquele beneficio, e pedem mais filme; a noção de arte como cura física, a idéia do cinema como intervenção benéfica na carne, suprindo a fome e a dor, o sofrimento e a lastima, encontram respaldo na necessidade humana.
A valorização do discurso de cada região uma do nordeste vista de um ângulo formado de preconceitos como é citado no filme “comedores de calango”, e outro da Alemanha de onde “caiam as bombas do céu”. Remete-se nesse primeiro momento no discurso dos dois personagens com diferenças de ideologia de vida, para qual utilizam o meio de comunicação possível e disponível.
Também é notória a diferença do discurso entre ambos, enquanto um achava o nordeste o fim do mundo, feio, cheio de miséria sem possibilidades de sobrevivência, o outro encontrava o lugar de refugio para trabalhar e sobreviver despertando ainda admiração no sentido de como aquele povo conseguia sobreviver a partir de ideais e técnicas desenvolvidas partindo de necessidades próprias.
Cinema, aspirinas e urubus têm a qualidade rara do domínio técnico da linguagem que não chama a atenção para si, mas sim que está lá a serviço do que se narra. Assim é sua fotografia, sua montagem, sua direção de arte e figurinos: precisos e até virtuosos, mas nunca autoconscientes disso, porque servem aos personagens, ao filme. Sem a natural resolução em imagens e sons, poderia ser apenas mais uma bela “história filmada”.
Esse é um filme que tenho um imenso prazer em indicá-lo para meus amigos professor, pois além dos costumes,valores e os aspectos geográficos e culturais do nordeste podemos estar trabalhando também sobre a influência da mídia.
O filme nos remete a refletir sobre a influência negativa e do encantamento que a mídia nos traz. Pois toda mídia se torna um grande mercado repleto de inovações, quando na verdade deveria preocupar-se com a qualidade do conteúdo por ela apresentado, já que é a maior fonte de informação e entretenimento que a população possui, pois:

As políticas publicas de inovações tecnológicas e/ou distribuição do saber socialmente construído pela ampliação das tecnologias são as de maior impacto social devido a complexidade que lhes são inerentes, beneficiando alguns segmentos sociais em detrimento de outros. (BONETI, 2006, p. 79).


A mídia nunca foi tão poderosa no mundo e no Brasil como agora, em decorrência dos avanços tecnológicos nos ramos das comunicações e das telecomunicações, no intenso processo de concentração do setor nas últimas décadas e da criminosa desregulamentação do mercado que a deixou livre de qualquer controle público.


Referências.

BONETE, Lindomar Wessler. Políticas por dentro. Ijuí: Unijuí, 2006.

domingo, 28 de junho de 2009

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - FACULDADE DE EDUCAÇÃO LICENCIATURA EM PEDAOGIA - ENSINO FUNDAMENTAL/ SÉRIES INICIAIS CICLO DOIS 2.009.2
DOCENTE – MARIA HELENA BONILLA
DISCENTE - DERISVAL SANTOS SOUZA ROCHA
TRABALHO DE CAMPO RELATÓRIO SOBRE SOFTWARE LIVRE
Esse relatório é o resultado da pesquisa de campo, realizada na atividade software livre: a cibercultura em Irecê, com o objetivo de mapear as leis, projetos e programas que fazem uso do software Livre em Irecê, na esfera pública e privada.
Trabalho apresentado ao curso de Licenciatura em Pedagogia Ensino Fundamental Séries Iniciais da UFBA - Universidade Federal da Bahia / FACED - IRECÊ como instrumento avaliativo, sob a orientação da professora Maria Helena Bonilla.
Irecê2009.
Derisval Santos Souza Rocha Colégio Odete Nunes Dourado Fundamental II 6°, 7º e 8º ano.
Nubia Barbosa dos Santos Escola Municipal Luiz Viana Filho Educação Infantil.
Teiles Beatriz Meire de Freitas Escola Municipal Luiz Viana Filho Fundamental I 2°e 3° ano.
Relatório final do Trabalho de campo realizado sobre a Cibercultura na cidade de Irecê.
Os softwares são os principais intermediadores da inteligência humana na era da informatização. (SILVERA, Amadeu. 2004).
Software LivreSoftware Livre é um programa de computador que pode ser usado, copiado e distribuído livremente. Os programas são de livre distribuição, o que significa que poderão e deverão sofrer alterações e ajustes para assim melhorá-lo de acordo com as necessidades de cada empresa, usuário e comunidades. Nesse processo não poderíamos deixar de mencionar o princípio relevante apontados pelo projeto software livre Bahia: “o software livre se refere à liberdade, que o usuário tem de executar, distribuir, modificar e repassar as alterações sem, para isso ter que pedir permissão ao autor do programa” (SOFTWARE, Projeto Bahia 2º Ed. 2005 P.15).
É bom lembrar que, apesar de livre ele não é necessariamente gratuito. Portanto, o uso do Software Livre é de grande importância para a sociedade brasileira, por que pode ser utilizado para qualquer finalidade, sem depender de um fornecedor. Tendo assim sempre acesso ao código fonte para consultá-lo e modificá-lo sem qualquer restrição, transmitindo a gama de conhecimentos adquiridos através da troca das informações com outros usuários, desenvolvem e constroem, portanto, a era das informações à distância; controlada por nós mesmos.
MAPEAMENTO
Com base nas entrevistas realizadas em algumas instituições públicas e privada que foram campo de pesquisa na cidade de Irecê, conversas socializadoras, relatos e estudos direcionados, percebe-se que há a presença do software livre nas escolas que visitamos. Muitas das informações coletadas a respeito do software livre nos chamaram a atenção como, por exemplo, as vantagens e os benefícios para a sociedade como, a liberdade de executar o programa, para qualquer propósito; livre de vírus; baixo custo; não ficar dependente de um fornecedor; tem acesso ao código fonte, podendo modificá-lo sem quaisquer restrições.
Escola Municipal Luiz Viana Filho
Com o objetivo de conhecer a proposta de trabalho, a importância para alunos e funcionários, e o funcionamento do programa dentro do processo educativo gratuito nas escolas, começamos o nosso trabalho entrevistando o agente de inclusão digital, Dino Estevão dos Santos Gama, da Escola Municipal Luiz Viana Filho, que fica situado no bairro São Francisco de Assis na cidade de Irecê. A diretora da instituição é a senhora Maria de Fátima Coltinho da Silva, a vice Gizelia Barbosa Ferreira; e atua como coordenadora a senhorita Alessandra Rosa Rodrigues. O infocentro do bairro funciona dentro da referida escola, com dez computadores ligados a internet, todos instalados com software livre. A escola porta de 38 funcionários, 9 salas de aula, sala de direção, secretaria e sala de professores.
Durante a entrevista ouvimos declarações de que o infocentro tinha recebido os computadores em 2.008 do Governo Federal, através do Ministério da Educação e Cultura (MEC), em parceria com a Prefeitura Municipal de Irecê. Mas apenas no início de 2.009 é que vieram funcionar, pois os funcionários tinham que ser contratados pela prefeitura municipal, mas que tudo já estava resolvido e que vinha funcionando muito bem os softwares. A escola também tem como meta proporcionar a alunos e funcionários a oportunidade de conhecer e fazer parte do mundo digital, inserindo-os nesse processo de inclusão de forma educativa e gratuita, pois alguns professores utilizam os programas para baixar vídeos da TV escola e outros conteúdos relacionados à sua disciplina.
Dino conclui dizendo que gosta de trabalhar com o sistema operacional Linux e que acha esse um dos melhores programas e que além do mais é livre, não pega vírus e muito simples de usar. A sua capacitação foi feita através de cursos on-line com o próprio software livre e trabalhando como voluntario no ponto de cultura.
Ponto de cultura
Entrevistado: Ariston Eduão, coordenador do Ponto de cultura Anísio Teixeira na cidade de Irecê. Durante a entrevista relatou que passou a conhecer o Soft Livre quando começou a fazer a Faculdade de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), tendo o ponto como objetivo maior promover a democratização da cultura digital por meio de ações de educação e cultura.
Através de palestras, cursos de informática em SL, realizações de eventos e da primeira semana do soft livre, é que foi sendo feita a democratização do SL na cidade. Informou que a única lei existente no município de Irecê é a 15/2008 - Lei complementar, (Plano Diretor aprovado em 31/12/2008).
Segundo o Plano Diretor, no capítulo VIII, no inciso III e IV, “Implantar o uso do soft livre no município, como política pública voltada à universalização da cultura digital; “Difundir a atuação do ponto de cultura e do tabuleiro digital (parceria com a UFBA, a Petrobrás e o Minc) no acesso, produção e fruição da cultura digital”.
Percebe-se, que o objetivo do plano diretor em parceria com a UFBA é de expandir uma cultura digital no município de Irecê, através do ponto de cultura e do tabuleiro digital para melhorar a inclusão digital dando oportunidades aos alunos e aos munícipes.
Explicou também, que vêm capacitando alguns jovens para serem inseridos no mercado de trabalho e no processo de inclusão digital, como exemplo citou o seu ex-aluno Dino Estevão que hoje, depois de aprender diversas técnicas de como manusear os Softs Livres, passou a ser instrutor geral do infocentro digital da Escola Municipal Luiz Viana Filho que se situa no Bairro, São Francisco de Assis aqui na cidade de Irecê. Comentou ainda que o Tabuleiro Digital é de fundamental importância no processo de inclusão digital no município, pois o mesmo é visitado por centenas de pessoas, entre elas crianças, jovens e adultos da cidade e da região, povo que vem para fazer diversificados trabalhos on-line.
O nosso entrevistado conclui dizendo que são várias as vantagens para quem faz uso do soft livre, pois possibilita uma grande liberdade no manuseio dos programas, não pega vírus.
Escola Municipal José Francisco Nunes
Entrevistado: Nelson Rodrigues da Cruz, professor do ensino Fundamental 1 e instrutor-monitor do infocentro. A Escola fica localizada no povoado de Itapicuru a 7 km da cidade de Irecê, comportam sete salas de aula, uma secretaria, dois banheiros, um pátio e uma sala de informática onde funciona o infocentro, equipado com oito computadores ligados a internet.Objetivo: inserir a comunidade no mundo digital, ajudando as pessoas a utilizar o Soft livre, divulgando todo o conhecimento que tenho sobre esses programas e aprimorar os meus conhecimentos através dos usuários do SL.
O entrevistado relatou ainda sobre a importância do uso do SL para aquele povoado, sendo uma das vantagens o Linux que não é cobrado pelo sistema. Diferente do Windows que além de pagar pelo programa, você paga também pela manutenção. Em relação à manutenção, ele sempre tem o apoio do ponto de cultura ciberparque Anísio Teixeira, quando necessário. Falando do trabalho independente que desenvolveu na escola de Itapicuru sobre tecnologia, citou as vantagens de utilizar o SL, por possibilitar a liberdade de executar o programa, por ser mais seguro, por não pegar vírus, por ser livre para estudo e análise e por poder copiar, modificar e redistribuir o programa sem restrições.
O entrevistado comentou ainda que, teve contato com o programa na Faculdade, onde o mesmo cursava Ciência da Computação e que também conhecia o Programa Nacional de Informática na Educação (PROINFO), que é um programa do governo que tem como função a pesquisa, porém mais restrito, não dando oportunidade de instalar outros programas.O PROINFO é programa desenvolvido pela Secretaria de Educação à distância através do departamento de Infra-Estrutura tecnológica em parceria com as Secretarias de Educação estaduais e municipais na qual visa introduzir o uso da tecnologia nas escolas.
Segundo o entrevistado, a escola já foi beneficiada com o infocentro em parceria com o governo estadual e municipal, onde a mesma ganhou cinco computadores para atender as necessidades da escola para com os alunos e os professores.
Essa entrevista nos proporcionou um bom conhecimento sobre o programa SL, melhor condição para o manuseio do Soft Livre contribuiu significativamente para o trabalho de pesquisas com os nossos alunos em sala de aula, nos ajudou a perder o medo do novo, mostrando que é possível utilizá-lo dentro de uma cultura solidária e participativa, que tenha objetivos e interesse em comum.
Embasa
A Embasa fica localizada na Av. Cel. Terencio Dourado S/N Irecê Bahia. Na entrevista realizada na Embasa, com Ribeiro, técnico em computação, o mesmo relatou que o soft livre agora é uma realidade, pois a partir do momento que a empresa optou em fazer o uso do SWL, por se tratar de um sistema operacional aberto, teve economia significativa no orçamento empresarial, pois uma das principais metas da empresa é o corte de custos e gastos, exemplificando que apenas para instalar o Windows gastaria 500 reais e os aplicativos Word mais 1.700, sendo que em 2.008 a economia foi de quase 3 milhões com o SL. Faz apenas quatro anos que a empresa vem trabalhando com o soft livre. Relatou ainda que os programas dão aos usuários a liberdade para mudar e adequar o próprio sistema às necessidades da empresa, sendo mais resistentes e seguros contra vírus.
O técnico falou sobre a sua capacitação, que foi realizada na cidade de Salvador em um convenio com o governo federal e estadual, dentro de uma política pública e que não teve muita dificuldade para trabalhar com o SWL, que começou e teve bons resultados.Sobre o hardware, não teve muitos problemas com o mesmo e que o grande problema é a falta de conhecimentos, mas que podem ser resolvidos até via web. Ribeiro finalizou dizendo: – “que o importante é começar e não ter medo do novo, pois em muitas das vezes somos amedrontados pela falta de conhecimento”.
CONCLUSÃO
No início do segundo ciclo da segunda turma de Licenciatura em pedagogia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o curso de software livre foi uma das atividades oferecida pela UFBA com a professora Maria Helena Bonilla. Os primeiros conhecimentos sobre soft livre aconteceram durante as aulas no espaço do tabuleiro digital, na qual a professora Bonilla falou sobre as políticas públicas, as diferenças entre os hackers e crackers, as vantagens do SWL em relação ao proprietário, os aplicativos, o Linux, um sistema de código aberto, os programas novos como: BR.office, Open Office (editores de texto), cinelerra (editor de vídeos). Gimp e o inkscape (editores de imagem). Além de aprendermos sobre soft livre, o curso nos proporcionou maiores informações através do conhecimento compartilhado, nos ambientes, Moodlle, Yahoo e o Blog. “Na era informacional, quanto mais se compartilha o conhecimento mais ele cresce” (SILVEIRA, 2004, pg. 07). O conhecimento é um bem que se adquire em conjunto, compartilhando, buscando, tornando essa coletividade inteligente e ativa nesse processo.
É diante da necessidade de adquirirmos esses conhecimentos que a professora Bonila nos proporcionou uma pesquisa de campo na qual entrevistamos pessoas em escolas, ciberparque, infocentros e instituições privadas. Os resultados dessas pesquisas foram compartilhados através do moodle, do blog e da lista de discussões do Yahoo, onde foi proporcionado um maior aprofundamento dos assuntos referentes à tecnologia, e principalmente soft livre, que foi o tema em questão.
Quando lemos na cartilha do soft livre que “inclusão digital é mais que ter acesso às maquinas. É o exercício da cidadania na interação com o mundo da informação e da comunicação” (CARTILHA, de software livre, pg. 40) isso nos fez refletir na forma que está sendo feita essa inclusão nas escolas, pois mesmo com os infocentros e os tabuleiros, nossos alunos só podem utilizar desse recurso quinzenalmente ou mensalmente e muitas escolas não conta ainda com esse recurso. São ações que precisam ser repensadas, no agendamento dos horários priorizando assim as instituições educacionais.
Estando em contato direto com textos, livros, lendo e pesquisando, percebemos o quanto o governo federal brasileiro é um incentivador do Linux, pois em decreto de 29 de outubro de 2003 o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, instituiu oito comitês técnicos com o objetivo de coordenar e articular o planejamento e a implantação do SL e inclusão digital, no qual facilitou a implantação do programa em varias instituições públicas e privadas.
No momento das entrevistas todos relataram a importância do soft livre para a cidade de Irecê, tanto na esfera pública como também na privada, onde se percebe claramente as vantagens e benefícios, onde fica evidente que uma das principais razões em adotá-los é devido ao baixo custo, estar livre de vírus e a liberdade de modificar o código-fonte. Em alguns momentos, na realização da pesquisa houve desânimo e cansaço, principalmente pela jornada de trabalho que acarreta em falta de tempo dos componentes do grupo para reunir-se, mas mesmo assim não baixamos a cabeça e fomos para o confronto em busca da nossa formação continuada.
REFERÊNCIAS
CARTILHA, de software livre, Projeto software livre Bahia. 2° edição abril 2005.SILVERA, Sergio Amadeu da. software livre: a luta pela liberdade do conhecimento/Sergio Amadeu da Silveira- São Paulo:editora Fundação Perseu Abramo, 2004 p. 07 .PLANO, Diretor aprovado em 31/12/2008. Na qual refere no capitulo VIII inciso III e IV.

domingo, 14 de junho de 2009

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - FACULDADE DE EDUCAÇÃO LICENCIATURA EM PEDAOGIA - ENSINO FUNDAMENTAL/ SÉRIES INICIAIS CICLO DOIS 2.009.2
DOCENTE – MARIA HELENA BONILLA
DISCENTE - DERISVAL SANTOS SOUZA ROCHA



Software Livre: são programas de computador que podem ser usados, copiados e distribuídos livremente, o que significa que poderão e deverão sofrer alterações e ajustes para assim melhorá-lo de acordo com as necessidades de cada empresa, usuário e comunidades.

Mapeamento de alguns locais que foram realizadas pesquisas de campo

Escola Municipal Luiz Viana Filho

A escola tem como meta proporcionar a alunos e funcionários a oportunidade de conhecer e fazer parte do mundo digital, inserindo-os nesse processo de inclusão de forma educativa e gratuita, pois alguns professores utilizam os programas para baixar vídeos da TV escola e outros conteúdos relacionados à sua disciplina.

Ponto de cultura

Tem como objetivo maior promover a democratização da cultura digital por meio de ações de educação e cultura, como exemplo é o trabalho que vem sendo desenvolvido na capacitação de alguns jovens para serem inseridos no mercado de trabalho e no processo de inclusão digital.
O entrevistado Ariston Eduão, coordenador do Ponto de cultura Anísio Teixeira na cidade de Irecê diz: – “São varias as vantagens para quem faz uso do soft livre, pois possibilita uma grande liberdade no manuseio dos programas”.

Diante da necessidade de adquirirmos conhecimentos a respeito do SL é que a professora Maria Helena Bonila nos lançou esse desafio de uma pesquisa de campo na qual entrevistamos escolas, ciberparque, inforcentros e instituições privadas. Alguns dos resoltados dessa pesquisa foi compartilhado aqui no meu blog através dessa breve leitura.

domingo, 7 de junho de 2009

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
LICENCIATURA EM PEDAOGIA - ENSINO FUNDAMENTAL/ SÉRIES INICIAIS CICLO DOIS 2.009.2 DOCENTE - MARIELSON CARVALHO
DISCENTE - DERISVAL SANTOS SOUZA ROCHA
Tertúlia
O filme "O Carteiro e o Poeta", narra o encontro do carteiro Mário Ruoppolo com o poeta Pablo Neruda. Mário mora em uma ilha do Mediterrâneo (Itália), sem infra-estrutura, onde a grande maioria dos homens vive da pesca. Só que ele não gosta de barcos e muito menos das velhas redes de pescaria. Mário consegue um emprego temporário como carteiro, de um único endereço, o de Pablo Neruda, poeta chileno que chega à ilha porque foi exilado de seu país por ser comunista.

Mário, homem naturalmente ingênuo, mas dotado de sensibilidade, encanta-se com a presença do importante poeta, a ponto de querer se tornar poeta também. O contato que passa a ter com Neruda desperta nele um conhecimento sobre si e seus sentimentos, abrindo seus olhos para ver o mundo limitado em que vive e que, agora, pode melhor entendê-lo.
O filme é uma injeção de poesia. Poesia que acabamos deixando perdida na correria do dia-a-dia, mas que sempre está ali, a nossa volta, no lugar onde vivemos, nas pessoas que conhecemos e dentro de nós mesmos.
O Vento na Ilha (Pablo Neruda).
Vento é um cavalo:
ouve como ele corre
pelo mar, pelo céu.
Quer me levar: escuta
como ele corre o mundo
para levar-me longe.
Esconde-me em teus braços
por esta noite erma,
enquanto a chuva rompe
contra o mar e a terra
sua boca inumerável.
Escuta como o ventome chama galopando
para levar-me longe.
Como tua fronte na minha,
tua boca em minha boca,
atados nossos corpos ao amor que nos queima,
deixa que o vento passe
sem que possa levar-me.
Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e me busque
galopando na sombra,
enquanto eu, protegido
sob teus grandes olhos,
por esta noite só
descansarei, meu amor.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DO MUNICÍPIO DE IRECÊ LICENCIATURAS EM PEDAGOGIA SERIES INICIAS.
ALUNO: DERISVAL SANTOS SOUZA ROCHA.
PROFESSORA: LICIA BELTRÃO.

Oficina da Palavra Escrita. (TEXTO COM RELATOS).

Palavras...
Viva o amor com palavras faladas e escritas, mate saudades, peça perdão, aproxime-se, recupere o tempo perdido, insinue-se, alegre alguém, ofereça um simples “bom dia”, faça um carinho especial. Use a palavra a todo instante, de todas as maneiras, pois sua força é imensurável. A oficina da Palavra Escrita com a professora Licia Beltrão e Paula Moreira começou com a leitura de uma historia que foi muito fascinante, em seguida fizemos um exercício de captura das palavras, depois escrevemos e pronunciamos uma série delas. Logo mais, tivemos a leitura do texto de Adriane Falcão e a leitura do texto: A palavra de Pablo Neruda, “Deixaram-nos as palavras”, ficando bem evidente a importância das palavras como ferramenta para a construção da vida, tivemos ainda com Lia Zatz a historia do desenho que virava letra. A professora pediu ainda que formássemos palavras com o nosso nome para brincarmos um pouco com as palavras e depois produzíssemos um poema com todas elas; o meu ficou assim: Um garoto chamado Derys tendo como amigos Eri, Disa e Val outro dia encontraram mais um, pra fazer parte do grupo Dival que ao invés de sal adoçava tudo, pois ria de mais. Quem me dera! Se a minha irmã Eris fosse assim era tudo legal.
Nós nos dividimos em grupos para agilizar uma festa maravilhosa para Dona Palavra, que ficou animadíssima o saber da exuberante idéia da turma em homenageá-la, então fizemos: cartazes, músicas, cartões, faixas etc. Elaboramos também, muitos convites para ser entregue as celebridades que vinham fazer parte daquela majestosa noite, a festa aconteceu no dia “D” na hora “H”, no local “Ponto e vírgula” e já estava prevista a duração até a zero hora. Anunciada a festa os convidados começaram a chegar; vários escritores como: Cecília Meireles, Vinicius de Moraes, Castro Alves, Fernando Pessoa, José Paulo Paz, Sônia Kramer que também prestaram suas homenagens para Dona Palavra e as palavras que já trouxeram consigo; Paz, união, alegrias, esperanças, amor, sucesso, realizações, luz, Respeito, harmonia, saúde, solidariedade, felicidade, humildade, confraternização, Pureza, amizade, sabedoria, perdão, igualdade, liberdade, boa-sorte, sinceridade, estima, fraternidade, equilíbrio, dignidade, benevolência, fé, bondade, paciência, gratidão, força, tenacidade, prosperidade, reconhecimento e as doces, salgados e deliciosas quem trouxeram os comes e bebes para a festa. Quando a festa já estava quase chegando ao fim, todos nós fomos surpreendidos com a homenagem feita por Cecília Meireles, trazida na professora Paula. Foi muito produtiva a atividade da Palavra Escrita e bastante enriquecedora para nossa pratica, pois fiz a dinâmica da produção de palavras através do nome com os meus alunos e em seguida pedi que eles produzissem um poema e ofertassem ao seu colega, promovendo assim momentos lúdico-socializador e ampliador da aprendizagem.
Essa realmente foi uma aula bastante dinâmica e muito divertida, pois contribuiu muito para o nosso crescimento intelectual, nos oferecendo momentos de grandes aprendizagens e nos transmitindo muita segurança e coragem para seguirmos em frente na busca pelo sucesso. Meus sinceros agradecimentos a Dona Palavra e a professora Lícia Beltrão e Paula Moreira.


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE
PROFESSORES DO MUNICÍPIO DE IRECÊ
LICENCIATURAS EM PEDAGOGIA SERIES INICIAS.
ALUNO: DERISVAL SANTOS SOUZA ROCHA.
PROFESSORA: LICIA BELTRÃO E PAULA MOREIRA.
Oficina da Palavra Escrita
Reflexão do Texto: Escrita, Experiência e Formação -Múltiplas Possibilidades de Criação de Escrita, ( Sonia Kramer).
A autora procura compreender a relação dos professores com a escrita no seu trabalho e ao longo de sua vida cotidiana. Em pesquisas obteve relatos referentes ao papel da escola na escrita das palavras e na formação de leitores .
Eles relataram que nas escolas em que estudaram eram impostos a executa a leitura e a escrita e que não sentia prazer pelo ato, devido as imposições, assim sendo, fica evidente que o trabalho nessa perspectiva não produzia leitores e que quando o professor, ao fazer a escolha de um livro para a sua turma pensando na nota, não esta se preocupando em formar leitores e sim em avaliação.
A rigidez na hora da correção de palavras escrita deixavam os alunos amedrontados na hora de produzir seus textos, pelo simples fato da possibilidade do fracasso, pois diante dos vários métodos aplicados, o aluno teria que aprender a gramática e a concordância verbal para ai então produzir os seu textos. Agindo assim a escola só oferecia o espaço de ler, escrever e ser corrigido e não a produção livre, impossibilitando-o à aprender com o fazer, com o tentar, com o experimento e sim o repreendendo e o deixando paralisado e amedrontado diante do papel em brnco.
O que é percebido é que ainda hoje temos professores que cobram das crianças o dominio de regras gramaticais, de ortografia, concordância etc. Para depois os autorizarem a produzir, ensinando o aluno a escrever uma menor variedade de palavras, temos como reflexo disso os nossos aluno dos últimos anos de escolaridade regular e os de níveis acadêmicos por apresentarem dificuldades na produção da escrita .
Com a modernidade os indivíduos se tornaram produtores da escrita hipertextual, com a ajuda da informática, da internet e da simples tv que contribui ao divulgar, informar e inventar a leitura, mas mesmo assim, não consegue apagar as marcas deixada no sujeito pelo passado, que aos invés de ajudar bloqueava as idéias.
São muitas as preocupações em encontra saída para a convivência com o aprendizado da ortografia e das regras necessárias fundamentais na produção da escrita. Entre essas diversas tentativas estão os diários, que dão a oportunidade ao professor de refletir sobre a forma de escrever levando-o a aprender, que as suas produções podem ser escritas e reescritas, assim sendo o aluno verá no professor um exemplo a ser seguido. A partir dos trabalhos desenvolvidos em torno desse perspectiva, a escrita passa a ser algo que perpassa para além do finito, pois segundo a autora: “... a escrita é sempre uma procura, um movimento, um produto inacabado”.
A redução da escrita e da leitura tem gerado a perca de valores e o empobrecimento do dialogo, mas trabalhando com a meta de modificar o agente transformador da real situação da palavra escrita, podemos dar uma outra direção e sentido ao mundo.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Universidade Federal da Bahia(UFBA)Programa
de Formaçaão Continuada de Professores do Município de Irecê.

Curso de Licenciatura em Pedagogia Séries Iniciais, Turma 2008.
Aluno- Derisval Santos S. Rocha.

ATIVIDADE RIPE PROFESSOR:
NELSON PRETO.

Projeto“Versos em verso”
Irecê-Bahia Escola Municipal Tenente Wilsom Marques Moitinho 2008.
TÍTULO: Versos em verso
ASSUNTO: Poemas
SÉRIE: Grupo 10( II ciclo )
TEMPO DE REALIZAÇÃO DO PROJETO: 01 ano para avaliação e possíveis ajustes.
Competência:Possibilitar que os alunos utilizem a língua: Leitura, Escrita e Expressão Oral, como instrumentos de ampliação das suas capacidades e como elementos constituidores de si mesmos, enquanto sujeitos cognocentes que participam ativamente do mundo em que estão inscritos, tendo acesso a bens culturais.
Justificativa:A intenção maior deste projeto é formar admiradores ativos da poesia. Em geral, os adolescentes estão bastante desligados da linguagem estética literária. Neste sentido, a escola tem feito muito pouco, deixando aí, um déficit muito grande durante a vida estudantil do aluno. É preciso que haja mais preocupação por parte da Escola com relação às habilidades cognocentes do sujeito, pois é a Escola o referencial que faz a diferença na formação crítica, social e pessoal de cada cidadão.Será possível também, descobrir talentos no decorrer do projeto; sem deixarmos de levar em conta a possibilidade rica a qual teremos que é proporcionar ao adolescente barramendense a oportunidade de conhecer seus poetas conterrâneos, uma vez que esse trabalho norteará também os poetas locais com a intenção de valorizar e divulgar nossa própria cultura literária
Objetivo Geral:Desenvolver a linguagem verbal poética, esta que possibilita ao homem, representar a realidade física e social onde ele está inserido, possibilitando não só a autonomia do pensamento e das ações próprias, como também a capacidade de percepção crítica diante de um contexto alheio (de qualquer natureza).
Objetivos específicos:* Canalizar o sentido conceitual prático de poesia;* Conhecer as características da poesia;* Apreciar a Linguagem poética;* Desenvolver as competências: Leitura, Interpretação, Oralidade e Escrita;* Conhecer e valorizar os poetas da terra( poetas locais );* Incentivar o prazer pela leitura de textos poéticos; bem como despertar no aluno, o desejo de compor suas próprias poesias;* Possibilitar a vivência de emoções, o exercício da fantasia e da imaginação;* Desenvolver a capacidade de se auto-expressar, tendo confiança em si mesmo;* Perceber e adotar a postura correta no papel de declamador( falar em tom oratório);* Presenciar atos de leitura e escrita;* Socializar experiência de leitura;*Assumir uma atitude curiosa frente à leitura;*Desenvolver a ação corporal.5. Conteúdos:* Leituras e análises de textos poéticos;* Realização de coquetéis de poesia(sem análise das escolas literárias que antecederam o Modernismo);* Releitura crítica dos poemas através da Arte;* Apresentação e interação com as “Poesias da Terra”(poetas locais);* Pesquisas;* Realização de Recital;* Produção de cedê;* Concurso de Poesia;* Construção de Livro de Poesia.6. Orientações Didáticas:* Levantamento prévio da concepção individual de poesia num contexto geral;* Discussão sobre as marcas gráficas de um poema:- Características dos versos/ estrofes e rimas;- Poema formal/ Poema simplista;* Abordagem do contexto social da época de diversos poemas: Século passado e Século atual;* Apresentação de diversas poesias e texto contínuos para análise e discernimento dos poemas;* Promover o uso de dicionário para que ampliem o vocabulário e compreendam melhor o sentido dapoesia;* Incluir a participação dos alunos a cada retomado do planejamento do projeto.
Metodologia (Etapas previstas):* Levantamento dos conhecimentos prévios do aluno a respeito do tema” poesia”;* Apresentação do projeto bem como das etapas que serão trabalhadas e da culminância: Um Recital no final do ano letivo;* Abrir etapas para sugestões e possíveis ajustes das etapas previstas;* Estipular um dia por semana para trabalhar o projeto;* Roda de leitura: ”Coquetel de poesias” - Oferecer vários livros de poesia e propor um recital em sala de aula;OBS: Este primeiro momento dará uma visão segura da finalidade do projeto, que é dar ao adolescente, a oportunidade de interação com o mundo poético. Neste sentido, não há tempo determinado para a realização do mesmo; nem tampouco nas próximas etapas a seguir.* Trabalhar o contexto poético-literário de forma eclética, identificando as características e particularidades dos gêneros... ;* Interação com o “mundo” poético: primeiras declamações( neste primeiro momento, as declamações serão feitas pelo professor - uma forma de passar segurança e confiança aos alunos; em seguida, eles mesmos irão escolher suas poesias para as declamações);* Propor releituras críticas( através da Arte) de poemas que eles mais se identificam;* Visita ao Tabuleiro Digital ( Pesquisa /Poetas consagrados );* Realização de pesquisas: ”Descobrindo os poetas da terra”(poetas da nossa região);* Execução de oficinas voltadas à arte poética;* Promoções de Recitais a cada quinzena do mês( em sala de aula);* Ter como rotina, interpretação de poemas;* Propor temas para a criação de pequenos poemas;* Promover o Concurso de Poesia(por maturidade das séries);* Socialização das poesias criadas através de:-Um Recital especial(Para toda a escola);-A Edição de um Livro, onde o mesmo levará o nome do projeto: ”Versos em verso”;-Escolha dos Declamadores( feita por eles) para a gravação do cedê(Poetas da terra)-neste cedê, haverá a participação dos poemas de autores da cidade, juntamente com os poemas criados pelos alunos);* Divulgação do projeto, (especialmente da edição do livro e da gravação do cedê), feita em parceria com a Rádio Web ( Projeto CIBEPARQUE/Anísio Teixeira/ Irecê);* Edição dos poemas no jornal: O Brasileirinho - jornalzinho infanto-juvenil da cidade de Irecê e Microrregião;* Confeccionar o pátio da Escola com as poesias consagradas(de poetas famosos), juntamente com as poesias criadas pelos alunos durante todo o ano, as dos nossos poetas locais e os da microrregião.8. Sugestões para trabalho interdisciplinar:- O professor de Inglês poderá pedir a tradução de algum poema escolhido por ele mesmo ou pelos alunos. Com a ajuda do professor de História, poderá ser feita a contextualização de alguns poemas de época, como por exemplo, “O Navio Negreiro”, de Castro Alves, que denuncia o sofrimento a que eram submetidos os negros ao serem transportados da África para o Brasil.Arte: Releitura artística de poemas escolhidos por eles mesmos; peça teatral(Sarau)...OBS: As sugestões acima poderão ser ampliadas e transportadas para as outras matérias, de acordo a combinação dos professores nos planejamentos.9. Avaliação:ü Trabalhos (em grupo);ü Apresentações(Recital);ü Confecções de painéis;ü Avaliação escrita;ü Solicitação de poemas feitos por eles mesmos;ü Peças teatrais (contextualização);ü Pesquisas;ü Outros...10. Organização da sala:Sala “U” ou em círculo.OBS: O professor querendo, poderá sair com os alunos para aula ao ar livre sempre que achar conveniente.11. Recursos Didáticos:ü O material comum de sala de aula;ü Papel metro;ü Giz colorido;ü Cartolina;ü Caixa de som, microfones;ü Pincel atômico;ü Outros.
RECURSOS TECNOLÓGICOS:Máquina digital;Rádio Web (gravação do cedê e divulgação dos poemas );Tabuleiro Digital12. CULMINÃNCIA:*A gravação de um cedê feita pelos alunos, através do Projeto /Irecê-Ba- CIBEPARQUE - ANÍSIO TEIXEIRA.*Visita dos alunos às demais salas de aula da Escola para a realização de um pequeno sarau (filmado).13. AVALIAÇÃOToda Educação verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania precisa criar condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz da linguagem que satisfaça as necessidades pessoais, relacionadas às ações efetivas do cotidiano e ao exercício da reflexão.Cabe à escola viabilizar o acesso do aluno ao universo literário, onde este possa conquistar a autonomia de produzir textos(sejam eles poéticos ou não)e interpretá-los, vendo também, na leitura mais uma proposta de lazer.Foi nesta perspectiva que resolvi trabalhar o projeto: Versos em verso. Fazendo o levantamento dos conhecimentos prévios, percebi que eles sabiam muito do assunto, só não tinham desenvolvido ainda,algumas competências como a oralidade, a postura de declamador, a desenvoltura e os conceitos básicos na elaboração de poemas; enfim,competências estas que muitas vezes só as desenvolvemos quando somos motivados e percebemos algum motivo para a ação...Depois dos conhecimentos prévios, falei do projeto, li para eles a Justificativa, os Objetivos e juntos, elaboramos os procedimentos mais relevantes.Percebi muita euforia e curiosidade em cada olhar. No segundo dia de trabalho, dei um livro de poesia a cada um e os levei a uma aula de campo. Cada um procurou um lugar agradável para fazer sua leitura ( embaixo de uma árvore; alguns fizeram roda de leitura...).No dia seguinte socializamos a experiência dos “primeiros” contatos com a poesia.Como combinamos de parar um dia por semana para trabalhar o projeto, na semana seguinte fizemos o primeiro Recital.Percebi muita tensão; por isso iniciei.Declamei algumas poesias, mostrando para eles que a intenção da aula era mais de interação com o mundo poético.Logo em seguida, eles declamaram.Foi uma aula muito prazerosa naquele dia.É muito bom perceber o processo de interação, da forma como eles se envolvem. No começo não havia sequer postura nos declamadores; no decorrer dos trabalhos, com a ajuda de oficinas, eles foram adotando postura corporal e oral, além de desenvolver o senso literário crítico. Comecei com provocações críticas através da arte. Trabalhávamos o poema, questionávamos e aí chegava o momento de eles interpretá-los com desenhos. Logo depois, introduzi a socialização escrita como tarefa de rotina.É interessante comentar a respeito do livre curso do processo de aprendizagem e da convivência com o mundo da poesia.Às vezes, os observo declamando poesias( de suas preferências) como se estivessem cantarolando;não para pessoas à sua volta, mas para eles mesmos.O próximo passo foi mostrar a eles que aqui, no nosso “mundo nordestino”, também temos excelentes poetas.Que a nosso modo, os nossos poetas falam de valores e elevam a nossa cultura.Houve muita alegria e entusiasmo na realização dessa etapa, a qual foi realizada através de pesquisas.Descobrimos poetas em nossa cidade que nos dão bom dia cotidianamente e não sabíamos.Nos Recitais, havia o momento das declamações das “poesias da Terra”, (os alunos o denominaram de o “momento privilegiado”).Posso dizer que o objetivo maior do projeto foi alcançado. Chegando ao final do ano, com a culminância; a demanda de livros de poesia na biblioteca da escola, a contemplação de ver as poesias feitas por eles, a canalização dos conceitos poéticos-leterários(comprovados com a autonomia de construção dos poemas), a alegria de um cedê gravado, o orgulho de ouvir nas Emissoras da cidade o resultados desse cedê e o reconhecimento da comunidade são motivos gratificantes e que me impulsionam a continuar esse trabalho.
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:* O projeto continua em andamento, pois sinto a necessidade de resgatar a nossa Literatura local. Todos os procedimentos estão sendo repetidos( de acordo a maturidade das séries).*As sugestões para trabalhos interdisciplinares estão no projeto caso algum colega queira trabalhar junto comigo.*É importante ressaltar a importância do uso dos recursos tecnológicos no decorrer do projeto; como, por exemplo, trabalhos de declamações filmados, vídeo-clipes, exploração do Tabuleiro Digital nas pesquisas, a Rádio Web com seus serviços disponíveis ( divulgação do projeto, gravação do cedê e até um suposto programa voltado a esse fim).
MISSÃO É missão desta Escola garantir de forma prazerosa, educação de qualidade, tornando-a num espaço de aprendizagem onde se possa inserir valores, crenças em seus caminhos, numa atitude ética e moral, onde os alunos e professores possam ir construindo conhecimentos, respeitando os saberes e não saberes tornando possível a autonomia tanto da instituição quanto dos cidadão/cidadãs .
VISÃO Envolvermos todos os colaboradores da educação: Diretor, vice, coordenador, professores, alunos, pais e toda equipe técnica de forma integrada, com os alunos na construção do conhecimento, objetivando formar cidadãos autônomos capazes de realizarem transformações na sociedade em que vivem.
UM DOS OBJETIVOS AMPLOS DA UNIDADE ESCOLAR:Possilbilitar ao aluno o exercício da cidadania, a partir do conhecimento dos seus direitos e cumprimento dos seus deveres, dentro de sua própria família, escola e comunidade, formando indivíduos conscientes e atuantes na sociedade.Endereço da Escola:Rua São FranciscoBairro CoopirecêIrecê- BahiaFoi construída em 1982, no governo de Joacy Nunes Dourado e inaugurada em Abril, mas só a partir de 1987, com o governo da Libertação, na gestão do município é que a Escola vem proporcionando mudanças significativas.